Orelha de Os Viúvos

fiora_carimboSeRolloverBackArrow você, que está lendo em pé aqui na livraria, se lembra do Sete de Paus – a primeira história policial do Mario Prata -, então se recorda de mim. Sou o Darwin, o auxiliar de Fioravanti. E, se gosta de ler orelha, não deve ter se esquecido que, já naquele livro, eu reclamava da minha participação na história. Eu era um personagem muito mal aproveitado. Tinha até cenas sem fala.

Pois agora, não só volto a reclamar, como venho, através dessa (ou seria desta?) orelha, pedir miha demissão do escritório do detetive Ugo Fioravanti Neto. E é irrevogável, definitivo, perene e imutável.

O leitor que gosta de histórias policiais – e mesmo os que não gostam – há de me dar razão. Nesta (ou seria nessa?) nova história sou obrigado – pelo chefe Fioravanti – a procurar uma prostituta desaparecida na Grande Florianópolis. A única pista que tenho é uma única foto: uma nádega (na verdade, duas) da fulaninha. Pergunto: isso é profissão que se apresente? Quando minha mulher Fabiana – que o Fiora insiste em chamar de A Gorda – descobriu todos aqueles navegantes glúteos no meu micro, me expulsou de casa.

O Fiora insistiu, eu continuei, mesmo morando num hotel. Mas aí, o cara estava afim (ou seria a fim?) de uma gatinha de 21 anos (ele tem mais de 60!!!) e passou o serviço da bunda para ela. E eu sumi da história. Pode?

Darwin Matarazzo
Ex-personagem

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