Mortos “morrem de rir”

mortos1Embora em número limitado, circula em São Paulo um livro que geralmente é recomendado por aqueles que o lêem. Chama-se ” O morto que morreu de rir” . Mas a verdade é que quem morre de rir é o leitor. O autor, Mario Alberto Prata (foto). Um de seus contos, precisamente aquele que dá título ao livro, já foi adaptado para o teatro pelo próprio escritor, agora também dramaturgo.

José Rubens Siqueira, o diretor de Numancia, que no dia 1º de outubro estreará com o elenco do TESES, dirigirá a peça de Prata. Isso vem provar o valor do livro que – agora também transformado em peça – vem despertando interesse. O jovem autor (tem apenas 23 anos) não desanimou ante o desinteresse de alguns editores, e decidiu ele mesmo publicá-lo. Daí estar o livro circulando de mão em mão. A verdade é que dos quinhentos exemplares lançados por Mario Alberto Prata, não sobrou nenhum e a procura é grande.

Amigo dos artistas, foi aconselhado a escrever para o teatro. Já o está fazendo. Além da peça – adaptada do primeiro conto do livro – o escritor já tem outra peça escrita. Escreve também no momento, um livro no qual participarão mais sete escritores. O livro é um romance, e quando um escritor pára de escrever o outro retoma o fio da estória. Além de Prata, escrevem: José Rubens Siqueira, Leilah Assumpção, André Faria, Luís Carlos Paraná, Antonio Contente e Silvan Paezzo. Quanto a Prata, já está escrevendo um segundo: “Ribeirão Campestre, um caso de polícia”. Sobre seu primeiro livro, Leo Gilson Ribeiro disse: “Tem como armas fundamentais a originalidade, a imaginação, a classe iclonocasta”.

Hilton Vianna
Diário de São Paulo
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